Conteúdos científicos elaborados e validados por:
Maria Teresa Egídio Mendonça, MD
Fernando Vilhena de Mendonça, MD

Durante a pandemia
como estão as necessidades
urgentes não-COVID?

Vivemos uma pandemia sem precedentes na Era Moderna.
A elevada infeciosidade, morbilidade e mortalidade relacionadas com o novo coronavírus implicam, na atualidade, medidas excecionais de distanciamento social, confinamento e proteção individual, obrigatórias para controlar os efeitos da pandemia.

No entanto, durante a pandemia outras necessidades urgentes não-COVID continuam a manifestar-se e estão, neste contexto, longe dos cuidados de saúde da população.

De acordo com inúmeros alertas internacionais e nacionais dos quais faz eco o artigo Covid-19 e os danos colaterais, publicado pela Acta Médica Portuguesa Vol 33, Nº 13 (2020), a comunidade científica questiona:

Estaremos a falhar na resposta a necessidades urgentes não-COVID?

Na resposta a esta questão devemos atender a que se demonstra que também em Portugal o nº de mortes por todas as causas aumentou relativamente a anos anteriores, aumento este não apenas atribuível a COVID-19.
Assim, verifica-se um aumento global da mortalidade que pode refletir:

  • por um lado, o nº de mortes atribuídos a COVID-19 pode estar subvalorizado – falta de testes à população em geral e falta de testes nos óbitos;
  • por outro lado, causas evitáveis de mortalidade devido a doentes que não procuram atempadamente os Serviços de Saúde.

Em relação a este último grupo de doentes destaca o artigo publicado:

– os Acidentes
Vasculares Cerebrais
(AVC)

– os Eventos
coronários, como
o Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM)

– a Patologia
oncológica

– a Patologia
cirúrgica urgente
(como apendicite
aguda).

Os Serviços de Saúde devem promover a confiança:

  • dos doentes agudos no sentido de procurarem tratamento atempado, valorizando sinais de alerta de gravidade;
  • dos doentes crónicos não protelarem o acompanhamento de doenças crónicas;
  • dos doentes com alterações da saúde mental devido a isolamento, alterações da dinâmica familiar, alterações do trabalho e dos rendimentos das famílias e das empresas.

Referência
ACTA MÉDICA PORTUGUESA. Covid-19 e os danos colaterais. Acta Med Port, Vol 33, nº 13 (2020). [consultado abril 2020] disponível em:
https://www.actamedicaportuguesa.com/revista/index.php/amp/article/view/13911/5926. https://doi.org/10.20344/amp.13911.

21 de abril de 2020.

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